Salvador vista do mar - Forte de São Marcelo - Foto Leni David
São Salvador da Bahia de Todos os Santos – também conhecida como Bahia, foi a primeira cidade fundada no Brasil (1549), e a primeira capital do país, na época da colonização portuguesa. O nome da cidade tem sua origem na denominação dada pelo navegador italiano Américo Vespúcio à Baía onde ele aportou no dia 1 de novembro de 1503, dia em que se comemora Todos os Santos no calendário Católico. A Capitania Geral da Bahia de Todos os Santos foi a sede do governo colonial português. Por volta de 1824, quando foi promulgada a primeira Constituição brasileira, a antiga capitania foi designada como Provínciada Bahia, e, finalmente, após a Proclamação da República em 1889, ela tornou-se Estado Federal dos Estados Unidos do Brasil. No entanto, até o final do século XIX, a capital recebeu, simultaneamente, sete denominações diferentes: São Salvador, Salvador, Salvador da Bahia, Bahia, Bahia de Todos os Santos, e São Salvador da Bahia de Todos os Santos. Atualmente, Bahia designa o Estado e Salvador a sua capital, embora as pessoas oriundas de outras regiões, como também um grande número, a nomeiam carinhosamente, « Cidade da Bahia », hábito que também é comum entre um grande número de escritores e compositores populares.
A cidade do Salvador da Bahia foi fundada por Tomé de Souza na entrada da Bahia de Todos os Santos, quarenta e nove anos após a chegada dos Portugueses à costa brasileira, para ser a sede do Governo Geral. A cidade construída na Capitania Geral da Bahia de Todos os Santos, nasceu para garantir a posse territorial do país aos Portugueses e para assegura a fixação de um pólo administrativo na Colônia.
Enquanto primeira capital do Brasil, Salvador acumulava a dupla condição de centro administrativo e de entreposto comercial. A cidade era ponto de parada obrigatório para viajantes e comerciantes do mundo inteiro, como também importante porto de desembarque e de comércio, sobretudo de escravos africanos.
Com a transferência da capital para oRio de Janeiro (1763), mais próximo das minas de ouro de Minas Gerais, a antiga capital perdeu a sua importância política e permaneceu, segundo o historiador baiano Cid Teixeira, como uma espécie de ilha cultural, guardando assim os símbolos singulares da sua cultura.
Mas, para resumir, quem melhor define a Bahia é Caribé - Hector Júlio Páride Bernabó - nascido no subúrbio de Lánus, em Buenos Aires em 1911, de pai italiano e mãe brasileira. Veio à Bahia pela primeira vez em 1938, após a leitura do livro Jubiabá, de Jorge Amado,estabelecendo-se definitivamente à partir de 1942. Caribé faleceu em 1° de outubro de 1997 aos 86 anos de idade. Durante a sua vida foi jornalista, ilustrador, desenhista, pintor e escultor, deixando uma série de trabalhos que retratam os aspectos culturais populares da Bahia.
Salvador vista do mar - Foto: Leni David
« A Bahia não é uma cidade de contrastes. Não é não. Quem pensa assim está enganado... Tudo aqui se interpenetra, se funde, se disfarça e volta à tona sob os aspectos mais diversos, sendo duas ou mais coisas ao mesmo tempo, tendo outro significado, outra roupa, até outra cara... Tudo misturado : gente, coisas, costumes, pensares. Vindos de longe ou sendo daqui, tudo misturado... Além da terra onde um dia descansaremos, há duas coisas : o preto e o branco. Havia. A loura de biquíni tem uma estrutura de ombros formidável, genuinamente sudanesa. A vendedora de mingau, escura como a noite, tem um holandês nos olhos. Tudo misturado... »
In, CARIBÉ - As sete portas da Bahia. Livraria Martins Editora, São Paulo, 1962, p. 23.
Salvador vista do mar - Foto: Leni David
Além das fotos que ilustram o texto, da minha autoria, disponibilizo o site do fotógrafo Nilton Souza, que apresenta imagens espetaculares da Bahia, sem omitir nada! É uma verdadeira maravilha. Emocionante! Utilizem a opção tela cheia (utilize a tecla F11)
Observação: Não deixem de visitar o menu (no alto da página do site) (Salvador - Pan / Salvador 1, Salvador 2 e Salvador 3)
Feira de Santana - Criadouros do Aedes aegypti no centro da cidade?
Terreno do DNER em Feira de Santana
A DENGUE mata – De quem é a culpa?
O Governo Federal, os Governos Estaduais e Municipais anunciam através da mídia, campanhas e mais campanhas de combate ao mosquito da Dengue. Em uma pesquisa que realizei no Google encontrei cerca de mil e setecentos artigos acadêmicos sobre a Dengue na Bahia. No entanto, sobre as vítimas do mosquito no Estado, cerca de dois mil títulos foram encontrados. Entre eles, posso citar alguns:
São tantas as notícias que seria inútil enumerá-las, mas vale a pena chamar a atenção para uma nota publicada pelo portal Terra em 23/03/2009: “Número de casos de dengue na Bahia sobe 291% em relação a 2008 " e a nota explicativa diz o seguinte:
“A Secretaria de Saúde da Bahia divulgou, nesta segunda-feira, que até a segunda semana de março foram notificados 26.597 casos de dengue no Estado. O número representa um aumento de 291% em relação ao mesmo período de 2008, quando foram registrados 6.794 casos. Segundo o balanço, 28 pessoas morreram.
Na segunda-feira passada, eram 25 mortes confirmadas da doença. De acordo com a secretaria, há outras 57 mortes que podem ter sido causadas pela dengue e ainda aguardam confirmação. Foram confirmados 184 casos graves da doença, como a hemorrágica.
A cidade que registrou maior número de casos (7.378) foi Jequié. Houve três mortes por dengue no município e outras 11 suspeitas. Na seqüência, aparece Itabuna, com 4.103 casos, sete óbitos e 11 mortes suspeitas. Salvador é a oitava cidade da lista, com 934 casos, três mortes e cinco óbitos em investigação.”
Por causa da dengue, o governo do Estado decretou situação de emergência em sete cidades: Itabuna, Ilhéus, Ipiaú, Irecê, Jacobina, Jequié e Porto Seguro.”
Todas essas explicações justificam a denúncia que queremos fazer referente à cidade de Feira de Santana, pois nos parece que as autoridades estão em alerta contra o mosquito da dengue.
Na última segunda-feira os vereadores de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia a 110 quilômetros a oeste de Salvador, decidiram, a partir da proposta do verador Ângelo Almeida (PT) multar os proprietários de imóveis que tiverem focos do mosquito Aedes aegypti. A penalidade pode custar de R$ 10 a R$ 1 mil reais, ao dono do imóvel, caso sejam flagrados mais de uma vez com larvas do mosquito. A cidade tem notificados, este ano, 800 casos da doença. Há uma morte confirmada e outra sob investigação no município. A lei prevê que, a partir da detecção da infestação por agentes de combate à doença, o proprietário do imóvel tem 48 horas para eliminar os focos. Caso o problema não seja solucionado, será aplicada a multa. A medida vale até 31 de dezembro.
Praticamente no centro de Feira de Santana, no entanto, alguns bairros estão sendo ameaçados pela Dengue, sem que nenhuma providência efetiva seja tomada pelos órgãos responsáveis, apesar das queixas dos moradores do local. Os bairros centrais conhecidos como DNER, Pedra do Descanaso e Conjunto Stela Maris estão expostos aos focos do mosquito, no criadouro localizado no terreno do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem – DNER.
Os moradores das proximidades já denunciaram o fato a emissoras de rádio locais e a jornais, sem que as denúncias tenham chegado a público. Como o terreno pertence à Federação, o Estado e o Município não se manifestam quanto às providências a serem adotadas.
Os moradores desses bairros, porém, temem pela segurança das suas famílias em razão dos focos do mosquito existentes no local, da existência de um ferro-velho, de pneus e lixo espalhados pelo terreno em questão. E é por esta razão que fotografamos o interior do terreno pertencente ao DNER para denunciar o fato às autoridades locais, pois não se justifica que o Governo gaste milhões de reais para eliminar focos do Aedes aegypti, enquanto terrenos da sua propriedade encontram-se entregues ao abandono e ameaçando a vida das famílias que vivem nas imediações. Essas ameaças estendem-se também à falta de segurança do local.
Pedimos socorro ao Ministério Público, à Prefeitura Municipal e à Câmara de Vereadores de Feira de Santana
Centro de Cultura Amélio Amorim reúne 32 artistas baianos
Pela primeira vez em Feira de Santana, uma exposição de arte promete aguçar os sentidos. Trata-se da Mostra Arte Comestível, a chamada Eat Art, que o Centro de Cultura Amélio Amorim realizará a partir de 2 de abril. A curadoria é de Selma Oliveira, diretora do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), juntamente com o artista Leonel Mattos. Selma não esconde o entusiasmo com a mostra, uma iniciativa da Universidade Estadual de Feira de Santana, que reunirá 32 artistas baianos, dentre os quais Almandrade, Bel Borba, César Romero, Leonel Mattos, Davi Caramelo, Eckenberger, Fátima Tosca, Guache Marques, Justino Marinho, Lígia Aguiar e Sérgio Rabinovitz, além de Sônia Rangel, J. Cunha, Chico Liberato, Gustavo Moreno e Álvaro Sampaio.
De Feira de Santana têm participação confirmada Bena Loyola, Antonio Brasileiro, Gabriel, Galeano, George Lima, Gil Mário, Juraci Dórea, Leide Velame, Luis Gomes, Maristela Ribeiro, Nanja,Ronaldo Lima, Silvio Portugal, Sonia Cardoso,Victor Venas e Zito.
Durante o vernissage eles vão produzir e expor obras comestíveis para contemplação e posterior degustação, estabelecendo uma interação com o público, “essencial para que o processo de concretize: contemplar, sentir e degustar”, afirma o artista Leonel Mattos. A partir de então, a mostra continua com obras não efêmeras que ficarão expostas para visitação pública até 17 de abril. Autodidata, agitador cultural, Mattos consegue sempre uma aproximação com o público, convidado a atuar em seus processos criativos, seja em instalações ou em interferências urbanas.
Arte e Consumo
A Arte comestível ou Eat Art pode ser definida com um trabalho que reacende o debate sobre as relações entre arte econsumo na contemporaneidade.Surgiu nos anos 60, criada pelo suíço Daniel Spoerri. Mas tem na capital francesa um dos principais veículos de divulgação, tanto que Paris lhe erigiu um templo. A galeria Fraîch’ Attitude, inaugurada há três anos, é a primeira na Europa a dedicar-se, exclusivamente ao Eat Art de vários artistas, entre eles Daniel Spoerri o primeiro a introduzir a comida nas Belas Artes, e a francesa Dorothée Selz., veterana do movimento.
Segundo Almandrade, um dos participantes da exposição, os espectadores são convidados a degustarem partes do corpo da obra, efetivando-se a performance pelo ato de comer. “Ao contrário de uma abertura de exposição convencional, os espectadores se relacionam integralmente com o trabalho exposto, escolhendo, pegando, apalpando, partindo, mordendo e comendo a obra, que é o próprio coquetel”, completa.
Lenço Perfumado (poemas de outono) é o mais novo trabalho de Irmã Amorim, que vem reafirmar a sua vocação para a poesia. O lançamento acontecerá em 10 de março, às 19 horas, no Centro de Cultura Amélio Amorim.
O livro traz apresentação do feirense César Romero, artista plástico e crítico de arte, que assim define o trabalho da escritora: “Irmã Amorim passa, com suavidade e ternura, angústia e questionamentos, imagens sonhadas para uma outra realidade: poesia. Estranhezas, fragmentações, achados enigmáticos e surpresas fixadas no papel dão forma a Lenço Perfumado”.
Na avaliação de César Romero, o livro “tem sua mitologia pessoal e vai crescendo em projeções inconscientes e intemporais... Material sensível e tocante, iluminação e sutileza, inquietude e reparação, parto e fruto. Olhar interno, visceral que trespassado de intensas lembranças, chega repousando em frases tocantes e fluidas”.
Irmã Amorim começou fazendo poesia já na maturidade. Talvez, por isso mesmo, os seus versos delicados traduzam as emoções vividas ao longo de toda uma trajetória, um emaranhado de sentimentos e lembranças, que chegam de mansinho em forma de poesia. O livro reúne 74 versos, dentre os quais, “Permissas”, que com a devida permissão da autora, transcrevemos a seguir:
“Estou no começo do meu desespero e só vejo dois caminhos: ou viro doida ou santa”.
São versos de Adélia Prado, retirados do poema A Serenata. Narra a inquietude de uma mulher que imagina que mais cedo ou mais tarde um homem virá arrebatá-la, logo ela que está envelhecendo e está tomada pela indecisão - não sabe como receber um novo amor não dispondo mais de juventude. E encerra:“De que modo vou abrir a janela, se não for doida? Como a fecharei, se não for santa?”
Adélia é uma poeta danada de boa. E perspicaz. Como pode uma mulher buscar uma definição exata para si mesma, estando em plena meia-idade, depois de já ter trilhado uma longa estrada onde encontrou alegrias e desilusões, e tendo ainda mais estrada pela frente? Se ela tiver coragem de passar por mais alegrias e desilusões - e a gente sabe como as desilusões devastam - terá que ser meio doida. Se preferir se abster de emoções fortes e apaziguar seu coração, então a santidade é a opção. Eu nem preciso dizer o que penso sobre isso, preciso?
Mas vamos lá. Pra começo de conversa, não acredito que haja uma única mulher no mundo que seja santa.. Os marmanjos devem estar de cabelo em pé: como assim, e a minha mãe??? Nem ela, caríssimos, nem ela.
Existe mulher cansada, que é outra coisa. Ela deu tanto azar em suas relações que desanimou. Ela ficou tão sem dinheiro de uns tempos pra cá que deixou de ter vaidade. Ela perdeu tanto a fé em dias melhores que passou a se contentar com dias medíocres. Guardou sua loucura em alguma gaveta e nem lembra mais.
Santa mesmo, só Nossa Senhora, mas cá entre nós, não é uma doideira o modo como ela engravidou? (não se escandalize, não me mande e-mails, estou brin-can-do).
Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar 'the big one', aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo? Mas, além disso,temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio-pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar uma cafetina, sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada,dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante.Pois então. Também é louca. E fascina a todos.
Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseja mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra.
O segundo maior colégio eleitoral da Bahia - a cidade de Feira de Santana - já tem sede própria da Justiça Eleitoral para atender de forma mais cômoda e célere os eleitores do município e região. A inauguração do novo prédio, que está localizado na Avenida José Falcão, s/n, no bairro Queimadinha, em terreno doado pela Prefeitura, aconteceu nesta quarta-feira (14) com a presença de autoridades locais e estaduais.
Participaram do evento o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Desembargador Sinésio Cabral Filho; o Diretor-Geral, Raimundo de Campos Vieira; a presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Desembargadora Sílvia Zarif; o prefeito de Feira de Santana Tarcísio Suzart e o presidente da câmara municipal, Antonio Carlos Passos Ataíde, entre outras autoridades.
"O segundo maior colégio eleitoral do estado ainda não tinha uma sede própria da Justiça Eleitoral. Agora eleitores, advogados, promotores, juízes terão mais conforto na lide diária com a Justiça. Além disso, desafogamos a vara da Justiça Comum que ocupávamos. Um benefício tanto para quem acorre à Justiça Eleitoral quanto à Justiça Comum", afirmou o Diretor-geral do TRE, Raimundo de Campos Vieira.
O novo prédio abrigará as 154ª, 155ª, 156ª e 157 ª Zonas Eleitorais da Bahia, que, juntas, agregam mais de 345 mil eleitores. O espaço tem área superior a 1.100 metros quadrados em um andar térreo. A infra-estrutura é completa, com quatro Cartórios Eleitorais, salas de juízes, Sala de Treinamento, Central de Atendimento ao Público e depósito para urnas eletrônicas, com capacidade para 2.560 urnas, entre outras instalações.
Estiveram presentes ainda à inauguração o membro da corte do TRE-BA, Juiz Evandro Reimão, a Corregedora Regional Eleitoral, Juíza Cynthia Maria Pina Resende, o Secretário de Gestão de Pessoas do Tribunal, Adelmo da Cruz Teixeira, e o Secretário de Administração, Ailton Brasileiro, além do vice-presidente da OAB-BA, Vitalmiro Cunha.
Dois franceses legendários foram os precursores de um lançamento musical cujo nome era inspirado do ritmo brasileiro do Maxixe. O compositor Charles Borel-Clerc e o cantor Felix Mayol. O primeiro havia iniciado sua carreira em 1903 e graças ao sucesso da sua canção, Amour de trottin, a pedido do editor Ricordi compôs La Machiche (O Maxixe) para ser cantada por Felix Mayol. Anunciada como "uma célebre canção espanhola", tratava-se simplesmente de um arranjo da ópera O Guarany, de Carlos Gomes, em ritmo de passodoble à qual foi adaptada uma letra maliciosa.
Em 1908, porém, o verdadeiro Maxixe estreou em Paris com a dupla brasileira Os Geraldos, que se apresentava no Théâtre Marigny. Mas o grande sucesso desse ritmo só aconteceria com a chegada de Duque, Antônio Lopes de Amorim Diniz, baiano, dentista, que havia vivido no Rio de Janeiro como representante farmacêutico e que mudara-se para a França.
OITO BATUTAS - Bon vivant, dono de uma elegância impecável e excelente dançarino, Duque, que freqüentava a noite parisiense, constatou o grande sucesso das danças exóticas na capital francesa. Resolveu abrir uma curso de dança em Pigalle, onde dava aulas de dança e graças ao sucesso alcançado apresentava-se dançando Maxixe com suas parceiras, em teatros e cabarés parisienses. Duque foi aclamado como dançarino e logo tornou-se proprietário do Tango Duque Cabaret. Em 1914 foi convidado para inaugurar dirigir o Dancing Luna Park, onde se reuniu a elite parisiense, inclusive o Presidente Poincaré.
O sucesso e o prestígio de Duque, aliados ao patrocínio de Arnaldo Guinle facilitariam a ida dos Oito Batutas para a França, em janeiro de 1922, com contrato para tocar no Dancing Shéhérazade durante um mês. No entanto, seis meses depois o grupo fazia sucesso em Paris e só voltaria ao Brasil em agosto, por "não suportar as saudades de casa" e em razão dos festejos do centenário da Independência do Brasil. Nessa época, o choro e o samba foram as grandes novidades no ambiente musical parisiense. Exemplos bem significativos desse sucesso são as interpretações de Carinhoso, de Pixinguinha, pelo violonista Django Reinhardt, a interpretação da orquestra Ray Ventura et ses Collégiens de Apanhei-te Cavaquinho, de Ernesto Nazaré e de Tico-tico no fubá, de Zequinha de Abreu.
MAXIXE - Mas é preciso lembrar do compositor Darius Milhaud, secretário particular de Paul Claudel, embaixador da França no Brasil entre 1914 e 1918. De volta ao seu país Millhaud homenageou o Brasil em duas de suas obras: A primeira, de 1919, Le bœuf sur le toit, inspirada do maxixe (Boi no telhado) lançado no carnaval de 1918 no Rio, pelo compositor Zé Boiadeiro, pseudônimo de José Monteiro, e de outros elementos da cultura popular brasileira. A composição de Millhaud foi adaptada para balé por Jean Cocteau e tornou-se posteriormente nome de uma reputada casa noturna parisiense onde o ritmo brasileiro despertava admiração e que era freqüentada por intelectuais como Apollinaire, Léger, o próprio Cocteau e Darius Milhaud, além de Blaise Cendrars, entre outros. A segunda, Saudades do Brasil, uma suíte para piano, orquestrada posteriormente, foi lançada em 1921.
LA CHOUPETTA - Na realidade, são muitas as adaptações e versões da canção brasileira difundidas na França. Ariane Witkowksky cita uma série de canções brasileiras gravadas por artistas franceses, entre elas, Mamãe eu quero mamar, de Vicente Paiva e Jararaca, adaptada por Maurice Chevalier como La Choupetta, cujo tom malicioso do original em português foi mantido. Em 1938, a marchinha carnavalesca Touradas emMadrid foi adaptada por Maurice Vandair sob o título de Le Matador Pararatcimboum num ritmo semelhante ao do passodoble, executada pela orquestra de Jacques Hélian. Em 1942 foi a vez do cantor Jean Sablon adaptar Amélia, de Mário Lago e Ataulfo Aves. Ele cantou ainda Peguei um Ita no Norte e Não tem solução de Dorival Caymmi e Ave Maria no morro de Herivelto Martins.
Ainda segundo Witkowsky, a França descobriu os ritmos negros com trinta anos de atraso. Como se não bastasse, também negligenciou a recomendação de Noel Rosa, "o samba não tem tradução em idioma francês", pois além de traduzir sambas brasileiros, se adaptava aos novos estilos, como o samba-canção e o samba exaltação, muito em voga nos anos 40-50 e até mesmo o baião. Assim, Kalu, de Humberto Teixeira, transformou-se em Kalou e tornou-se quase irreconhecível na interpretação de artistas como Yvette Giraud.
NACIONALISMO - Outro aspecto importante vinculado à divulgação da música brasileira na Europa diz respeito aos filmes de Walt Disney, produzidos durante a instituição da "política da boa vizinhança", protagonizada pelo Brasil e Estados Unidos. A música produzida nessa época foi marcada por um excesso de nacionalismo e por valores ideológicos e políticos. A "baiana" de Carmem Miranda e os sambas-exaltação eram utilizados como propaganda do Brasil no exterior
Depois do lançamento do filme de Disney Você já foi à Bahia? - cujo título é o mesmo da canção de Caymmi lançada no Brasil em 1941 - que teve Ary Barroso como responsável por parte da trilha sonora, as canções Aquarela do Brasil, Na Baixa do Sapateiro e Boneca de Pixe, depois de adaptadas para o francês foram cantadas por Joséphine Baker, Luis Mariano e Glória Lasso. Em contrapartida pelo apoio do Brasil ao Estados Unidos, Disney criou o personagem Zé Carioca, parceiro do Pato Donald, que se apaixona pela Iaiá vendedora de quindins na Praça Cairu (Aurora Miranda). Segundo Afonso Romano de Sant'Anna, o nacionalismo tornou-se um dado social e histórico bem típico da música brasileira daquele momento. Este painel sonoro de temas, ritmos e valores ideológicos foram estimulados pelo DIP - Departamento de Informações e Publicidade da ditadura Vargas, principal instrumento de repressão e censura. Certo é que essas canções chegaram à França via Estados Unidos.
Além dos artistas franceses em evidência na época, a brasileira Vanja Orico, famosa pelas canções folclóricas interpretadas em filmes nacionais dos anos 50, sobretudo O Cangaceiro, concorreu para divulgar a música brasileira no exterior com canções como Ninguém me ama (Fernando Lobo, Antônio Maria e J. C. Damal) e Maringá de Joubert de Carvalho.
BOSSA NOVA - Dando continuidade a essa febre de versões da música brasileira pelos artistas franceses, o lançamento do filme Orfeu de Carnaval em 1958, uma nova onda de adaptações de letras brasileiras tomou conta do ambiente artístico francês. Entre elas o samba Madureira chorou (Se tu vas à Rio) de Carvalhinho e Júlio Monteiro, fez bastante sucesso. Ocorre que na sua versão original a letra era uma homenagem à atriz Záquia Jorge que havia falecido vítima de um acidente. Na versão francesa, porém, a letra sugere que "se você for ao Rio não esqueça de subir o morro/ para ver os cariocas na festa do samba/ a mais louca das danças". O grupo Les Compagnons de la Chanson, além de gravar Madureira chorou, também gravou Andorinha Preta, traduzida como Amourbrésilien.
Mas a música brasileira na França teria uma ascensão inesperada após o lançamento de Orfeu Negro, ganhador da Palma de ouro no Festival de Cannes em 1958, cujo sucesso projetaria Vinícius de Moraes, Tom Jobim e Luís Bonfá no cenário musical internacional. Nessa mesma época Vanja Orico gravou Manhã de Carnaval e A felicidade, temas do filme, também interpretadas por cantores franceses. Dando prosseguimento a essa ascensão, a Bossa Nova seria consagrada internacionalmente e a França não seria uma exceção. No entanto, após o lançamento do filme Um Homem, uma mulher de Claude Lelouch, em 1966, também agraciado com a Palma de Ouro em Cannes, a Bossa Nova se consolidou de forma definitiva e pôs em evidência um novo artista brasileiro, Baden Powell, que em parceria com Vinícius compôs o Samba da Bênção, um dos temas musicais do filme.
Continuaríamos de bom grado a discorrer sobre os artistas franceses e brasileiros, personagens desse intercâmbio cultural, se o tema não fosse vasto e se tivéssemos espaço para tanto. Desse modo é aconselhável arrematar esse pequeno resumo com um ponto final, haja vista que a trajetória dos artistas franceses no Brasil e dos artistas brasileiros na França, sobretudo a partir de 1966 é bastante rica em detalhes e em parcerias. Assim sendo, retomaremos o tema em outra ocasião.
Numa manhã de maio de 2005 depois de ministrar três horas de aula entrei na sala dos professores para tomar um cafezinho e descansar alguns instantes. Sentados à mesa estavam Roberval Pereyr e Irma Caribé, ele colega da faculdade, ela pessoa muito amiga da família. Ao sentar-me fui surpreendida pela proposta de Roberval:
- Leni, Irma vai lançar um novo livro de poemas; você poderia fazer a apresentação...
Fiquei encabulada, pois não me sentia preparada para escrever a apresentação de um livro. Argumentei e até sugeri nomes de outras pessoas que poderiam cumprir a tarefa com propriedade. Não adiantou. Levei uma cópia do livro para casa e à noite, após a leitura de alguns poemas, escrevi a apresentação do livro, motivada apenas pelo conteúdo do que li, impregnada que fiquei daquela poesia viva, dura e terna ao mesmo tempo:
Apresentação
Como falar de poesia sem pedir conselho a um mestre? Em A rosa do povo Drummond advertia sabiamente: não se deve adular o poema; deve-se chegar bem perto, contemplar as palavras, consciente de que cada uma delas tem mil faces secretas sob a face neutra.
Mas onde encontrar a chave que nos conduz ao universo das formas poéticas? O segredo desvendou-se à luz de Noite Clara,de Irmã Caribe Amorim e conduziu-me por caminhos impregnados de fragmentos de vida, flagrantes de sonhos, dores...
Irma é Poeta, artista da palavra. Sua poesia, nua, explode permeada de nuanças,
revela-se em versos fortes:
E no silêncio injusto da aldeia, ruíram todos os erros. Todos.
Ou em versos ternos, plenos de lirismo, como em Crepúsculo:
O vento esfriava meu rosto. / Nada se ouvia além do mar / batendo contra si mesmo.
Ou simplesmente em versos breves como um gesto:
No inverno do ocaso / me pressinto.
Sua escrita tem força, flui como fonte cristalina, mas também machuca, devagar,como pedregulhos na areia. Vale a pena penetrar em Noite Clara para percorrer veredas enluaradas ou floridas; sótãos abandonados ou recantos perdidos, de mãos dadas com a poesia, sem compromisso com as convenções.
(Leni David)
Hoje lembrei de Irma, pois pretendo oferecer alguns dos seus livros como presente de Natal para pessoas queridas e, nesse momento, não hesito em publicar alguns dos seus poemas, para que possam voar, esparramar beleza e ternura por aí, em noites claras, ou em dias ensolarados.
RICTUS II
Nada mudaria.
queria apenas viver
o outro lado da lua
e as coisas simples
do dia-a-dia
(Noites Claras, p.15)
POEMA TÁCITO
Chorei as dores do pássaro errante.
Ferida tombei.
Entre medo e heresias
brinquei com deuses.
e me afoguei no aconchego
De noites frias.
(Noites Claras, p. 18)
ALEGORIA
Viajavam os ventos
ao infinito
Somente um barco
vagava
na tarde fria
de saudades rendilhadas
o sol em lágrimas últimas
beijou da noite
a face enluarada.
(Noite Clara, p.25)
RUPTURA
...e rasgando a ventania
(leveza e fúria)
nada mais é preciso mulher
que arriar as velas
ocupar a gávea
soltar os cabelos
suspirar profundo
olhar ao longe
nada dizer...
permitir apenas
que seus olhos digam...
(Um solto no outro, p. 70)
Irma Rosa de Lima Caribé Amorim - Nasceu em Feira de Santana, cidade onde vive. Odontóloga e educadora, Irma dirigiu o Centro de Cultura Amélio Amorim e atualmente é vice-presidente da Academia de Letras e Artes de Feira de Santana e membro da Academia de Cultura da Bahia. Publicou Um solto no outro (2003), em parceria com os poetas Cardan Dantas e Paulo Pedro Pepeu. Em 2005 publicou Noite Clara e em 2006, Avenida Senhor dos Passos. Tem poemas publicados nas revistas Hera e Arquitextos. Irma Rosa vive o dia-a-dia da cultura baiana.
Nessa época de festas, os shopings, o comércio em geral, as casa, enfim, em toda parte soam acordes de músicas de Natal, nossas velhas conhecidas desde os tempos de criança: “Natal, Natal das crianças / Natal das noites de luz”... Ou o clássico - “Papai Noel chegou com o presente de Natal / como é que o Papai Noel/ não se esquece de ninguém/ seja rico ou seja pobre/ o velhinho sempre vem” – justificando a presença do Papai Noel do shoping, sentado em cenário nevado, rodeado de personagens que não têm nada a ver com a realidade brasileira.
Observei, no entanto, que existe uma canção de Natal composta por Assis Valente nos anos 30, que nunca é tocada no rádio, nem nas casas comerciais. Trata-se de Boas Festas. Por que seria? Tenho a impressão de que o “esquecimento” se deve ao fato dessa canção não atender ao requisito das campanhas publicitárias, por se tratar de uma música triste; ela também chama a atenção para o fato de que nem todo mundo é filho do Papai Noel. Haveria outra razão? Vejam a letra:
Boas Festas
Assis Valente
Anoiteceu, o sino gemeu E a gente ficou feliz a rezar Papai Noel, vê se você tem A felicidade pra você me dar Eu pensei que todo mundo Fosse filho de Papai Noel E assim felicidade Eu pensei que fosse uma Brincadeira de papel Já faz tempo que eu pedi Mas o meu Papai Noel não vem Com certeza já morreu Ou então felicidade É brinquedo que não tem
Assis Valente (Bahia - *19/03/1911 - Rio - +10/03/1958) Assis Valente teve uma vida atormentada. Os muitos sucessos de sua autoria não foram suficientes para impedir que ele tentasse tirar a própria vida três vezes antes de finalmente conseguir, em 10 de março de 1958, ingerindo guaraná com formicida numa praia carioca. Assis, faleceu aos 47 anos. Nascido em Santo Amaro da Purificação, terra de Caetano e Bethânia, no interior da Bahia. Desde cedo ele revelou interesse pela vida artística. Contam que ele foi raptado aos seis anos de idade por um homem que não se conformava em ver criança tão brilhante em um local tão pobre. Lendas à parte, o fato é que aos nove anos José de Assis Valente já vivia em Salvador, longe dos pais e dos irmãos. Era farmacêutico e estudava desenho e escultura no Liceu de Artes e Ofícios. Algumas vezes, entretanto, deixou a cidade para acompanhar um circo pelo interior baiano, onde atuava como artista e comediante.
Em 1927, ele mudou-se para o Rio de Janeiro. Trabalhou como ilustrador e como protético. Suas ilustrações foram publicadas pela revista carioca Fon Fon. Por influência de Heitor dos Prazeres, o bamba da Praça Onze com quem fez amizade no início da década de 30, teve seus sambas gravados pelos maiores artistas da época, entre eles, Francisco Alves, Carlos Galhardo, Orlando Silva, Aracy de Almeida, as irmãs Aurora e Carmen Miranda. O primeiro sucesso de Assis foi em 1932, quando Araci Côrtes gravou o Tem Francesa no Morro, que satiriza a mania de falar francês:
"Si vous frequente macumbê / entrer na virada / e fini pour samber / dancê ioiô, dancê iaiá"No ano seguinte seria a vez de Carlos Galhardo ter enorme êxito com a marcha natalina Boas Festas, um clássico regravado muitas vezes. Na vida pessoal, no entanto, a situação era outra. Segundo seus biógrafos (Francisco Duarte Silva e Dulcinéa Nunes Gomes, autores de A Jovialidade Trágica de José Assis Valente — Ed. Martins Fontes, 1989) e as pessoas que conviveram com ele, Assis era homossexual, não assumia a sua condição reprimido pela ambiente machista e moralista em que transitava, o mundo boêmio carioca dos anos 30, 40 e 50. Casado e pai de uma filha, esbanjava dinheiro com seus amantes, e por isso contraiu sérias dívidas, apontadas como um dos motivos de seu suicídio na carta que deixou. Além disso, andava "muito cansado das injustiças e muito enojado de tudo", conforme escreveu.
Carmen Miranda foi a sua principal e mais querida intérprete e gravou em 1933 Good Bye Boy, o samba Etc., Recenseamento e.E o Mundo Não se Acabou, que ganhou novas versões nas vozes de Paula Toller, Adriana Calcanhotto, sem esquecer de Ney Matogrosso, que gravou Uva de Caminhão e Camisa Listrada:
“Vestiu uma camisa listrada / e saiu por aí /em vez de tomar chá com torrada / ele tomou parati”...
Segundo dizem, Carmem foi também um dos maiores motivos de desgosto para Assis. Em 1940, quando voltou de uma temporada nos Estados Unidos, o sambista lhe ofereceu Recenseamento e Brasil Pandeiro; a artista aceitou gravar o primeiro e recusou-se a gravar o segundo; ao contrário do que imaginava a Carmem, o samba tornou-se um grande sucesso nos anos 40, gravado pelos Anjos do Inferno. Em 1972 novamente o samba entrou em todas as paradas de sucesso com os Novos Baianos, e em 94 mais uma vez, graças a uma campanha encetada por patrocinadores da Seleção Brasileira na Copa do Mundo dos EUA, em que o Brasil sagrou-se campeão: "Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor”. Quem não lembra dos versos?
“O Tio Sam está querendo / conhecer a nossa batucada / anda dizendo que o molho da baiana / melhorou seu prato / vai entrar no cuscuz, acarajé e abará / na Casa Branca já dançou a batucada / com Ioiô e Iaiá / Brasil, esquentai vossos pandeiros / iluminai os terreiros que nós queremos sambar”...
Segundo a cantora Marlene, “a recusa da Carmem doeu muito nele, que nunca mais esqueceu". Marlene, que gravou em 1956 seu primeiro LP, dedicado a Assis - Marlene Apresenta Sucessos de Assis Valente. Segundo ela, foi o violonista Luiz Bittencourt quem sugeriu a gravação da músicas de Assis: era uma época em que ele passava por muitas dificuldades financeiras, ninguém mais o gravava. A cantora também se recorda do compositor: “ele era muito tímido, muito fechado, acho que tinha vergonha que alguém descobrisse que era homossexual. Imagina, naquela época! Nunca o vi com um amigo, ele devia ser muito sozinho. Mas era uma pessoa muito delicada, interessante, inteligente e educadíssima."
Depois de sua morte, Assis foi alvo de algumas homenagens. Foi gravado por cantoras como Aracy de Almeida, Elza Soares, Isaura Garcia, Márcia, Maria Alcina, Simone, Olívia Byington, Wanderléa, Nara Leão, Maria Bethânia, Zezé Motta e Clara Nunes.
In, Enciclopédia da Música Brasileira. São Paulo: Art Editora, 1977. p.779-781.
Nesta sexta-feira dia 12 de outubro de 2008, as avenidas do centro da cidade vão abrir espaço para a passagem do Teatro Mambembe da Cia Cuca de Teatro. O espetáculo que se apresenta é O Boi e o Burro no Caminho de Belém que foi totalmente adaptado aos moldes do teatro de rua para presentear a cidade com a mais bela história de todos os tempos, o nascimento do Menino Rei.
A mudança para um teatro mambembe partiu de um convite que a Cia recebeu para participar das festividades de Natal do Projeto Pelourinho Cultural em Salvador, uma oportunidade para os soteropolitanos prestigiarem esse grande espetáculo de final de ano da trupe feirense Cia Cuca de Teatro. "Desde que recebemos esse convite, tem sido um desafio para o Grupo ensaiar dentro de um formato totalmente diferente do que apresentamos em novembro no Teatro do Cuca, mas o prazer de experimentar algo novo é sempre uma compensação para o artista, cada dia de ensaio é único, nesse momento de criação tudo é muito divino e maravilhoso", comenta a produtora Elizete Destéffani. Segundo Geovane Mascarenhas, Diretor dos Núcleos, o texto teve que passar por muitos ajustes e adaptações para que a história pudesse ser contada também nas ruas, serão 4 cenas que acontecerão em pontos diferentes do centro da cidade até chegar ao ponto principal, que aqui em Feira será o teatro de Arena do Cuca, local onde se findará o grande ato. Um dos pontos de destaque nessa montagem é a música ao vivo, do clássico ao regional, músicos e cantores se preparam para encantar e emocionar a todos os presentes.
O convite para a apresentação inédita do Espetáculo O Boi e o Burro no Caminho está aberto para toda a comunidade. Vale a pena conferir, dia 12 de dezembro às 18:00 h, saindo da praça J. Pedreira (em frente ao mercado de arte) e indo em direção ao Teatro de Arena do Cuca. A apresentação marca o encerramento das atividades da Cia Cuca de Teatro que nesta montagem reúne um elenco composto de 23 personagens, 10 músicos e um reforçado apoio técnico. E para quem tem parente em Salvador ou está de viagem marcada para a capital, aproveite o final de semana e vá assistir no Pelourinho esse belíssimo espetáculo nos dias 13 e 14 às 19:00 h, com saída na praça Terreiro de Jesus.
O Centro Universitário de Cultura e Arte - CUCA, lançou o seu website e convida-o(a) a cadastrar-se para receber mensalmente a programação dos eventos.
Clicando no endereço abaixo visualize a programação dos eventos culturais do CUCA e Amélio Amorim - Edição Dezembro/2008.
Meu perfil
BRASIL, Nordeste, Feira de Santana - Princesa do Sertão - BA, Mulher, Portuguese, French, Arte e cultura, Livros, Musica, viagens, gastronomia